«Esta é a madrugada que eu esperava
O dia inicial inteiro e limpo
Onde emergimos da noite e do silêncio
E livres habitamos a substância do tempo»
Sophia de Mello Breyner Andersen, O Nome das Coisas, 1974
Durante duas semanas as nossas mãos fizeram cravos vermelhos de papel crepe, que é um papel muito bonito e todo enrugadinho.
Perguntei se podia fazer uma rosa ou uma tulipa, mas a professora disse que tinha que ser um cravo porque quando foi o dia da Liberdade, o dia 25 de Abril, os soldados que foram para a rua para derrotar a ditadura e dar a Liberdade ao povo tinham cravos vermelhos nos canos das metralhadoras.
Ficha informativa