Esta serigrafia exclusiva foi realizada a partir da obra em tecido bordado Escapes from a Locked Down Bedroom (2022), apresentada na exposição “Y’a Hamam Yalla Ma Tnam, Ma Tnam”, patente no Museu de Serralves entre fevereiro e outubro de 2025.
A peça expressa a linguagem singular de Mounira Al Solh, caracterizada pela fusão de desenho, bordado e narrativa visual, explorando temas de identidade, memória e intimidade cultural.
Impressa em papel Fabriano 300 g/m², 100% algodão, de tom branco-amarelado, apresenta cores diretas, com a mancha devidamente enquadrada.
Edição limitada a 150 exemplares, cada um numerado e assinado à mão pela artista.
O merchandising da exposição de Mounira Al Solh reflete a essência da sua prática artística. Tal como a artista libanesa utiliza têxteis, bordados e objetos pessoais para contar histórias de migração, feminismo e identidade, os produtos desta linha, diretamente ligados às suas obras, tornam-se extensões do seu universo artístico. Inspirada nas cores vibrantes e composições figurativas da sua obra, esta linha transforma a experiência da exposição em algo que pode ser levado, prolongando o seu impacto para além do espaço expositivo.
Intitulada Y’a Hamam Yalla Ma Tnam, Ma Tnam (“Oh Pombo, Não Durmas, Não Durmas”), verso de uma canção de embalar muito popular no Líbano e na Síria, a exposição reúne obras que nunca foram apresentadas juntas, criando uma narrativa única que explora o profundo envolvimento de Al Solh com micro-histórias e a ação política. O eixo central da exposição é formado por Nami Nami Noooom, Yalla Tnaaam (""Dorme, Dorme, Dorme, Vamos Dormir""), uma poderosa instalação de grande escala que ancora o fluxo emocional e narrativo da exposição.
Mounira Al Sol nasceu em Beirute em 1978 e atualmente vive entre a cidade natal e Amesterdão. A sua prática artística abrange vídeo, instalação, pintura, desenho, têxteis, texto e performance. O seu trabalho explora paisagens sociais e políticas complexas, com foco em temas feministas, narrativas micro-históricas e os efeitos do conflito e da migração. A abordagem de Al Solh conjuga o envolvimento social com uma combinação singular de crítica política e escapismo poético. Em vez de adotar um estilo documental, as suas obras tendem para o ficcional e, por vezes, o fantástico, recorrendo a histórias orais, colaborações interdisciplinares e jogos de linguagem para explorar histórias íntimas, especialmente as de mulheres. Estas obras investigam temas como resistência, deslocamento, perda e memória com sensibilidade e empatia, criando um corpo de trabalho com ressonâncias emocionais que convida o público a refletir sobre os desafios contemporâneos enfrentados por comunidades marginalizadas.
Ficha informativa
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