Este tote bag, que repete o título da exposição em letras vermelhas, é mais do que um simples objeto — é uma peça de destaque que transporta a força simbólica e visual da exposição para o dia a dia.
Produzido em Portugal em algodão orgânico, com a imagem da exposição estampada na frente e o nome da artista no verso, o tote bag combina funcionalidade e um design com impacto visual.
O projeto de Cinthia Marcelle convoca o pensamento de Antônio Bispo dos Santos (Nêgo Bispo) — poeta, filósofo, professor e ativista quilombola nascido no Piauí —, cuja reflexão sobre o tempo não linear, feito de retorno e continuidade, inspira o título começo, meio, começo e atravessa toda a exposição.
Desenvolvido em estreita colaboração com a artista, este tote bag reflete o universo poético e conceptual de Cinthia Marcelle, cuja prática artística se centra nas relações entre passado e presente — da justiça social às crises ambientais e laborais, da instabilidade económica à persistência das estruturas coloniais.
começo, meio, começo é a primeira exposição individual da artista Cinthia Marcelle em Portugal, concebida especialmente para a sala central do Museu de Serralves.
Reconhecida como uma das vozes mais relevantes da arte contemporânea brasileira, Marcelle construiu, ao longo das últimas duas décadas, uma obra que questiona sistemas de poder, normas sociais e modos de organização coletiva.
O seu percurso tem sido amplamente distinguido, nomeadamente com a Menção Honrosa do Júri da 57.ª Bienal de Veneza (2017), pelo projeto Chão de caça e pelo vídeo Nau/Now, em coautoria com Tiago Mata Machado, com o qual representou o Brasil no Pavilhão Nacional.
Tomando como ponto de partida o pensamento de Nêgo Bispo — filósofo, poeta e líder quilombola, reconhecido pelo seu ativismo e pela formulação de uma crítica contracolonial —, Cinthia Marcelle questiona a linearidade do tempo e a sua relação com as estruturas coloniais e sociais ainda presentes no nosso quotidiano.
Ficha informativa
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