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Projetos Contemporâneos é um novo eixo de programação do Museu de Serralves que combina uma variedade de meios e diversidade de formas de apresentação, desde exposições de uma única obra no Museu a projetos com vários momentos apresentados em diferentes períodos de tempo. É concebido como uma plataforma dinâmica e reativa para a apresentação da obra de alguns dos mais relevantes artistas contemporâneos ativos hoje em Portugal e no resto do mundo. |
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Exposições
PROJETOS CONTEMPORÂNEOS: MARTINE SYMS - LESSONS I- CLXXX DE 2018-06-14 a 2018-09-30
Martine Syms (Los Angeles, California, USA, 1988) é uma artista residente em Los Angeles. Recorrendo ao vídeo e à performance, Syms examina representações de negritude e a sua relação com a narrativa, o vernáculo, o ...
PROJETOS CONTEMPORÂNEOS: MARTINE SYMS - LESSONS I- CLXXX
DE 2018-06-14 a 2018-09-30
![]() Martine Syms (Los Angeles, California, USA, 1988) é uma artista residente em Los Angeles. Recorrendo ao vídeo e à performance, Syms examina representações de negritude e a sua relação com a narrativa, o vernáculo, o pensamento feminista e as tradições raciais. A sua obra engloba temas tão diversos como afro-futurismo, teoria queer, o poder da linguagem e a natureza espiritual da cor púrpura. Projetos Contemporâneos: Martine Sysms apresenta Lessons I-CLXXX, uma obra em curso constituída por vídeos de trinta segundos – um poema cumulativo cuja estrutura se desenvolve de forma aleatória. Imagens desconexas de experiências e sujeitos que se acumulam num aglomerado de narrativas fragmentárias relacionadas (direta a acidentalmente) com a vida dos negros americanos. Retirados de uma miríade de fontes e contextos – incluindo vídeos do Youtube, programas de televisão dos anos 1980 e material filmado do arquivo pessoal da artista – esses fragmentos autónomos formam um corpus crescente que Syms compila desde 2014. Exposição organizada pelo Museu de Arte Contemporânea de Serralves e comissariada por João Ribas, diretor do Museu. Mecenas da Exposição
![]() Martine Syms (n. 1988, Los Angeles) usa vídeo e performance para explorar várias representações da cultura negra. As suas exposições recentes incluem Projects 106: Martine Syms, Museum of Modern Art; Borrowed Lady, Simon Fraser University Galleries, Vancouver; Fact and Trouble, ICA, Londres; COM PORT MENT, Karma International, Los Angeles; Vertical Elevated Oblique, Bridget Donahue Gallery, Nova Iorque. Atualmente é gerente da Dominica Publishing, uma editora dedicada à exploração da cultura negra no campo da cultura visual. É membro do corpo docente da School of Art do California Institute of the Arts.
Actividades Relacionadas
VISITAS ORIENTADAS
29 JUL (DOM), 12H00 | VISITA ORIENTADA por Joana Nascimento, educadora 23 SET (DOM), 12H00 | VISITA ORIENTADA por Joana Nascimento, educadora
PROJETOS CONTEMPORÂNEOS: DAYANA LUCAS - ESPÍRITO MANUAL DE 2018-03-22 a 2018-06-03
A prática artística de Dayana Lucas (Caracas, Venezuela, 1987) assenta no exercício quotidiano do desenho. Entendido pela artista como algo vivido com o corpo, o seu trabalho destaca a importância do processo, do gesto, da aç...
PROJETOS CONTEMPORÂNEOS: DAYANA LUCAS - ESPÍRITO MANUAL
DE 2018-03-22 a 2018-06-03
![]() A prática artística de Dayana Lucas (Caracas, Venezuela, 1987) assenta no exercício quotidiano do desenho. Entendido pela artista como algo vivido com o corpo, o seu trabalho destaca a importância do processo, do gesto, da ação. O resultado não são cenas, explicações, mas sugestões — com o espaço vazio a dominar composições que resultam, segundo as palavras da artista, de uma "conversa com o branco” do papel. Feitos de linhas ininterruptas, traçadas de um só fôlego, os seus desenhos exigem uma grande concentração, uma disciplina verdadeiramente física; também exploram a tensão entre urgência e suspensão, vigor e elegância, leveza. O diálogo com o branco da folha empresta às suas composições um dinamismo e uma energia particulares, fazendo de cada desenho um exercício austero, abstrato, mas visualmente muito rico em relações entre cheio e vazio, figura e fundo, peso e leveza, e impressões de movimento. Interessada em sublinhar a relação do desenho com o seu corpo e com os corpos dos espectadores, Dayana Lucas tem vindo a ensaiar uma passagem das linhas dos seus desenhos à tridimensionalidade. Na Galeria Contemporânea do Museu de Serralves, a artista decidiu trabalhar de facto com o espaço, ampliar e materializar algumas linhas dos seus desenhos e fazê-las conversar com o branco da sala. A composição deste desenho em que podemos entrar é dramaticamente alterada pela deslocação dos visitantes no espaço. Suspensas do teto, à medida que nos movimentamos as linhas parecem, numa autêntica coreografia, ganhar vida, encontrar-se, divergir. Esta premeditada relação entre os corpos dos espectadores e o "desenho no espaço” é sublinhada pelo convite a que as peças sejam experienciadas enquanto se ouve uma música em que uma parte substancial do som é obtida através do movimento (circular, repetitivo) de um dedo a percorrer o bordo de um copo de vidro. Lucas, que descreve esta música como a perfeita "sugestão de uma linha simultaneamente infinita e circular”, emprega-a como uma espécie de ativador das peças — no silêncio elas estariam como que "adormecidas” — o que contribui decisivamente para alterar as vivências dos corpos no espaço e a sua relação com as linhas suspensas. Exposição organizada pelo Museu de Arte Contemporânea de Serralves e comissariada por Ricardo Nicolau, adjunto do diretor do Museu. Imagem: Espírito Manual, 2017, Dayana Lucas, Marcador preto sobre papel A4 Mecenas da Exposição
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PROJETOS CONTEMPORÂNEOS - DANIEL STEEGMANN MANGRANÉ: UMA FOLHA TRANSLÚCIDA, NO LUGAR DA BOCA DE 2017-09-30 a 2018-01-21
DANIEL STEEGMANN MANGRANÉ nasceu em Barcelona em 1977 e vive no Rio de Janeiro desde 2004. Em 2015 foi indicado pela Artnet News como um dos "50 Most Exciting Artists in Europe Today”. É o oitavo artista da s&eacut...
PROJETOS CONTEMPORÂNEOS - DANIEL STEEGMANN MANGRANÉ: UMA FOLHA TRANSLÚCIDA, NO LUGAR DA BOCA
DE 2017-09-30 a 2018-01-21
![]() DANIEL STEEGMANN MANGRANÉ nasceu em Barcelona em 1977 e vive no Rio de Janeiro desde 2004. Em 2015 foi indicado pela Artnet News como um dos "50 Most Exciting Artists in Europe Today”. É o oitavo artista da série "Projetos Contemporâneos”, uma plataforma dinâmica para a apresentação de obras de artistas, emergentes ou estabelecidos, que desenvolvem em diferentes disciplinas novas formas de arte relevantes para uma geração mais jovem. As obras de Daniel Steegmann Mangrané assumem uma variedade de formas nas quais se encontram o mundo construído e natural. Inspirado por histórias da abstração modernista, da arquitetura e das estruturas perpetuais e organizacionais da natureza, o trabalho de Mangrané inclui desenho, escultura, luz e filme, e é elaborado como parte de ambientes poeticamente planeados. Para a exposição que apresenta em Serralves, Mangrané concebeu uma paisagem viva para a sala central do Museu. Um pavilhão de vidro acolhe um jardim e criaturas miméticas, uma série de esculturas, um desenho na parede, um holograma e algumas janelas que alteram a experiência do espectador. Todos estes elementos são conjugados para criar um ecossistema vivo de transfigurações e metamorfoses, reais e simbólicas. "Daniel Steegmann Mangrané: Uma folha translúcida no lugar da boca” é organizada pelo Museu de Serralves e tem curadoria da Diretora do Museu, Suzanne Cotter, com a curadora Paula Fernandes. Esta exposição conta com a consultadoria científica da equipa de comunicação de ciência do CIBIO-InBIO (Centro de investigação em Biodiversidade e Recursos Genéticos, Laboratório Associado) que em Serralves, ao abrigo do protocolo entre as duas instituições e a Fundação para a Ciência e a Tecnologia, desenvolve atividades de divulgação científica sobre biodiversidade e promove o cruzamento entre arte e ciência. Mecenas da Exposição
![]() Actividades Relacionadas
INAUGURAÇÃO: 29 SET (SEX), 20h00-22h00, ENTRADA LIVRE
VISITAS E CONVERSAS
11 OUT (QUA), | ENCONTRO EXCLUSIVO AMIGOS DE SERRALVES Com Isabel Braga e Paula Fernandes, curadoras do Museu de Serralves. por Paulo Jesus, educador 28 OUT (SÁB), 15H30 | VISITA EM LÍNGUA GESTUAL PORTUGUESA por Laredo Associação Cultural 16 NOV (QUI), 18H30 | DIÁLOGO ENTRE DISCIPLINAS com Paulo Jesus, educador, os investigadores do CIBIO-InBIO Raquel Ribeiro, Sofia Viegas, Teresa Matos Fernandes e José Manuel Grosso-Silva (MHNC-UP; CIBIO-InBIO)
PROJETOS CONTEMPORÂNEOS - ANA MANSO: YO-YO DE 2017-02-23 a 2017-05-07
"Yo-yo” é a primeira exposição individual numa instituição museológica da jovem pintora portuguesa Ana Manso. A mostra apresenta pinturas recentes e dois murais executados diretamente nas paredes da Galeria Contempor...
PROJETOS CONTEMPORÂNEOS - ANA MANSO: YO-YO
DE 2017-02-23 a 2017-05-07
![]() "Yo-yo” é a primeira exposição individual numa instituição museológica da jovem pintora portuguesa Ana Manso. A mostra apresenta pinturas recentes e dois murais executados diretamente nas paredes da Galeria Contemporânea do Museu de Arte Contemporânea de Serralves – espaço que a artista observou meticulosamente e que durante algum tempo se transformou num seu ateliê temporário. As pinturas de Manso apresentam sofisticados jogos entre figura e fundo, opacidades e transparências e exploram as tensões entre abstração e figuração através do recurso a referentes concretos, que a artista recolhe das mais diversas fontes, desde pormenores arquitetónicos e decorativos que encontra na paisagem urbana, imagens recolhidas em revistas e livros, detalhes de pinturas e desenhos alheios. "Yo-yo” é organizada pelo Museu de Arte Contemporânea de Serralves e comissariada por Ricardo Nicolau, curador e adjunto da direção do Museu. Exposição integrada no programa Projetos Contemporâneos – uma plataforma dinâmica para a apresentação de obras de artistas, emergentes ou estabelecidos, que desenvolvem em diferentes disciplinas novas formas de arte relevantes para uma geração mais jovem. Imagem: Ana Manso, 7, 2016. Óleo sobre tela (detalhe), 124 x 75 cm. Coleção da artista. Foto: Filipe Braga, © Fundação de Serralves, Porto. Actividades Relacionadas
CONVERSAS E DEBATES
11 MAR (SÁB), 17H00 Conversa com Ana Manso e Ricardo Nicolau 23 MAR (QUI), 19h00 Encontro exclusivo para Amigos de Serralves com Ricardo Nicolau 01 ABR (SÁB), 17H00 UM OLHAR PARA A ARTE CONTEMPORÂNEA com Arlindo Silva, artista e investigador
PROJETOS CONTEMPORÂNEOS: RACHEL ROSE DE 2016-09-16 a 2016-11-13
A Minute Ago, 201416 SET - OUT 2016Everything and More, 201518 OUT - 13 NOV 2016"Projetos Contemporâneos: Rachel Rose” apresenta dois trabalhos recentes da artista nova-iorquina que serão exibidos em dois momentos distintos. E...
PROJETOS CONTEMPORÂNEOS: RACHEL ROSE
DE 2016-09-16 a 2016-11-13
![]() A Minute Ago, 2014 16 SET - OUT 2016 Everything and More, 2015 18 OUT - 13 NOV 2016 "Projetos Contemporâneos: Rachel Rose” apresenta dois trabalhos recentes da artista nova-iorquina que serão exibidos em dois momentos distintos. Em setembro será exibido A Minute Ago, 2014 (vídeo HD, 8’43”). Nesta obra, a artista sobrepõe o filme de uma abrupta tempestade apocalítica na Sibéria a imagens filmadas por si da icónica Glass House de Philip Johnson. Relacionando dois acontecimentos aparentemente desconexos, a obra de Rose desenvolve-se numa interligação multiestratificada de tempo, espaço e ecologia. A segunda obra, apresentada em outubro, Everything and More, 2015 (vídeo HD, 10’31”) parte da experiência de um corpo de astronauta no espaço, combinando imagens filmadas numa piscina de flutuabilidade neutra com a profundidade de quatro andares, robôs que simulam as tarefas quotidianas executadas pelos astronautas no espaço e as representações abstratas de Rose de modelos de complexidade física e do infinito. Rachel Rose vive e trabalha em Nova Iorque. Foi galardoada com o Illy Prize em 2014. Entre exposições e projeções recentes, individuais e coletivas, contam-se Bienal de São Paulo; "Everything and More”, Whitney Museum of American Art, Nova Iorque (2015); "Palisades”, Serpentine Galleries, Londres (2015); "Cloud Cover”, CCS Hessel Museum, Nova Iorque (2015); "The Importance of Being a (Moving) Image”, National Gallery, Praga (2015); Taipei Biennial, "The Great Acceleration”, Taipei (2014); "Phantom Limbs”, Pilar Corrias, Londres (2014); "Geographies of Contamination”, David Roberts Art Foundation, Londres (2014) e Brooklyn Academy of Music, Nova Iorque (2014). "Projetos Contemporâneos: Rachel Rose” é organizada pelo Museu de Arte Contemporânea de Serralves e comissariada por João Ribas, Diretor Adjunto e Curador Sénior do Museu assistido pela curadora Filipa Loureiro. Actividades Relacionadas
INAUGURAÇÃO
15 SET (QUI), 22H00 Inauguração oficial
VISITAS E CONVERSAS
02 OUT (DOM), 12h00 Visita orientada por Samuel Silva, Serviço Educativo do Museu de Serralves 12 NOV (SÁB), 16h00 Visita orientada por Samuel Silva, Serviço Educativo do Museu de Serralves
PROJETOS CONTEMPORÂNEOS - MARIANA CALÓ E FRANCISCO QUEIMADELA: THE BOOK OF THIRST [O LIVRO DA SEDE] DE 2016-03-12 a 2016-05-29
A prática artística de Mariana Caló (1984, Viana do Castelo) e Francisco Queimadela (1985, Coimbra) abrange vídeo, filme de 8 e 16 mm, diaporamas, desenho e pintura, geralmente na forma de instalações que criam ambientes vis...
PROJETOS CONTEMPORÂNEOS - MARIANA CALÓ E FRANCISCO QUEIMADELA: THE BOOK OF THIRST [O LIVRO DA SEDE]
DE 2016-03-12 a 2016-05-29
![]() A prática artística de Mariana Caló (1984, Viana do Castelo) e Francisco Queimadela (1985, Coimbra) abrange vídeo, filme de 8 e 16 mm, diaporamas, desenho e pintura, geralmente na forma de instalações que criam ambientes visuais rigorosamente organizados. "O Livro da Sede” constitui uma experiência imersiva composta por cinco filmes de 16 mm em loop e uma impressão numa caixa de luz, que permite ao espectador editar as imagens e construir o seu próprio filme. O recurso a filmes analógicos, aliado ao facto de alguns destes serem construídos a partir de fotografias, reforça o tema principal do trabalho desta dupla de artistas: a perceção da passagem do tempo, as suas manifestações e interpretações. As imagens, que mostram várias pessoas a saciar a sede, animais e criaturas mitológicas associadas a ritos ancestrais, como diabretes, transformam esta instalação num autêntico estudo antropológico, em que a sede é associada a instintos vitais e à liberdade. Esta exposição está integrada no eixo de programação Projetos Contemporâneos, uma plataforma dinâmica para a apresentação de obras de artistas, emergentes ou estabelecidos, que desenvolvem em diferentes disciplinas novas formas de arte relevantes para uma geração mais jovem. O programa, agora no seu terceiro ano, integra exposições, performance e intervenções multidisciplinares nos espaços do Museu e da Casa de Serralves. A exposição "O livro da Sede” é organizada pelo Museu de Arte Contemporânea de Serralves, Porto, e é comissariada por Ricardo Nicolau, curador do Museu, assistido pela curadora Filipa Loureiro Imagem: Livro da Sede / Mariana Caló e Francisco Queimadela, 2015 Mecenas Exclusivo do Museu
![]() Apoio
![]() Mariana Caló e Francisco Queimadela estudaram pintura na Escola de Belas-Artes do Porto. Trabalham desde 2010 em "Gradations of Time over a Plane” [Gradações de Tempo sobre um Plano], um projeto contínuo sobre as manifestações simbólicas do conceito de tempo em territórios naturais e em espaços criados pelo homem, utilizando diversos meios de expressão: cinema, projeções, instalações vídeo, projetos site-specific. Exposições individuais recentes: "The Importance of Being a (Moving) Image” (Galeria Nacional, Praga, 2015); "Entrevista Perpétua” (Edifício Axa, Porto, 2013), "Chart for the Coming Times” (Villa Romana, Florença, 2013), "Chart for the Coming Times” (Rowing Projects, Londres, 2012), "The Springs of the Flood” (Matador Projekt Raum, Berlim, 2011) e "Gradations of Time over a Plane II & III” (General Public, Berlim & Casa das Artes, Fundação Bissaya Barreto, Coimbra, 2011). Caló e Queimadela foram os vencedores da edição de 2013 do prémio internacional Lo Schermo dell’arte, em Itália, e do prémio BES Revelação em 2012. Actividades Relacionadas
INAUGURAÇÃO: 11 mar (sex), 18h30
Conversa Mariana Caló e Francisco Queimadela em conversa com Ricardo Nicolau, curador da exposição.
VISITAS GUIADAS
16 ABR (Sáb), 17h00 Por Ricardo Nicolau, Curador da exposição 15 MAI (Dom), 12h00 Por Inês Caetano, Serviço Educativo do Museu
SALOMÉ LAMAS: PARAFICÇÃO DE 2015-02-20 a 2015-05-03
20 FEV - 15 MAR: Terra de Ninguém, 201219 MAR - 12 ABR: Theatrum Orbis Terrarum, 201315 ABR - 03 MAI: Mount Ananea (5853), 2015 (estreia)Salomé Lamas (Lisboa, 1987) é uma investigadora e realiz...
SALOMÉ LAMAS: PARAFICÇÃO
DE 2015-02-20 a 2015-05-03
![]() 20 FEV - 15 MAR: Terra de Ninguém, 2012 19 MAR - 12 ABR: Theatrum Orbis Terrarum, 2013 15 ABR - 03 MAI: Mount Ananea (5853), 2015 (estreia) Salomé Lamas (Lisboa, 1987) é uma investigadora e realizadora de cinema cuja obra dissolve a suposta fronteira entre documentário e ficção. Interessada pela relação intrínseca entre narrativa, memória e história, Lamas usa a imagem em movimento para explorar o traumaticamente reprimido, aparentemente irrepresentável ou historicamente invisível, desde os horrores da violência colonial até às paisagens do capital global. Os filmes da artista têm sido exibidos em inúmeros festivais nacionais e internacionais e recebido vários prémios e distinções. A exposição em Serralves apresenta três filmes recentes: Terra de Ninguém (2012), Theatrum Orbis Terrarum (2013) e a estreia de um novo trabalho, Mount Ananea (5853) (2015). Integrada na exposição, a 14 de março de 2015 Salomé Lamas participará numa conversa com o curador da exposição, João Ribas, seguindo-se a apresentação de quatro outros filmes realizados pela artista. "Paraficção” inclui, ainda, o lançamento de um disco em vinil que, com música de João Lobo, Norberto Lobo, Bruno Moreira e Salomé Lamas, é parte integrante do filme Mount Ananea (5853). Fazendo parte da série "Projetos Contemporâneos”, "Paraficção” inaugura a Sala de Projetos de Serralves, localizada no segundo piso do Museu e com entrada livre. "Projetos Contemporâneos” é um novo eixo de programação do Museu que abrange uma variedade de disciplinas e uma diversidade de formas de apresentação, desde exposições de uma só obra no Museu, até projetos que se desdobram em vários momentos ao longo de diferentes períodos de tempo. Será uma plataforma dinâmica e reativa para a apresentação do trabalho de alguns dos mais relevantes artistas contemporâneos atualmente a trabalhar em Portugal ou no resto do mundo. "Salomé Lamas: Paraficção” é comissariada por João Ribas, Diretor Adjunto e Curador Sénior do Museu de Arte Contemporânea de Serralves. Esta exposição insere-se no programa Projetos Contemporâneos do Museu de Serralves. Mecenas Exclusivo do Museu
![]() Salomé Lamas nasceu em 1987 em Lisboa. Estudou cinema em Lisboa e Praga, tirou um MFA em Amesterdão e é doutoranda em estudos fílmicos na Universidade de Coimbra. O seu trabalho tem-se centrado na imagem em movimento e sido exibido em espaços artísticos e festivais de cinema. Após realizar algumas curtas, a sua primeira longa-metragem, Terra de Ninguém (2012), teve estreia internacional na Berlinale (Forum) e foi projetada em vários outros importantes festivais de cinema. Salomé Lamas é bolseira do the MacDowell Colony Rockefeller Foundation Bellagio Center e do DAAD Berliner Künstlerprogramm. Actividades Relacionadas
PROJEÇÃO DE FILMES E CONVERSA COM A ARTISTA
14 MAR (SÁB), 17h00, Auditório e Livraria de Serralves Projeção de filmes, seguida de conversa entre a artista e João Ribas, curador da exposição, e lançamento de disco de vinil da autoria de João Lobo, Norberto Lobo, Bruno Moreira e Salomé Lamas.
THE OTOLITH GROUP: NOVAYA ZEMLYA DE 2014-11-01 a 2015-01-11
O Museu de Arte Contemporânea de Serralves apresenta a primeira exposição em Portugal dedicada ao trabalho do Otolith Group, como parte da sua nova série de "Projetos Contemporâneos”. O título da exposição, "...
THE OTOLITH GROUP: NOVAYA ZEMLYA
DE 2014-11-01 a 2015-01-11
![]() O Museu de Arte Contemporânea de Serralves apresenta a primeira exposição em Portugal dedicada ao trabalho do Otolith Group, como parte da sua nova série de "Projetos Contemporâneos”. O título da exposição, "Nova Terra” em russo, é o nome de um arquipélago de ilhas remotas localizado a norte do Círculo Polar Ártico que a União Soviética usou como local de testes nucleares durante a Guerra Fria. A trilogia de filmes apresentada nesta exposição centra-se na política e na estética da água, revelando a hidropolítica e a hidropoética dos recursos naturais. Propondo-se investigar as ligações históricas entre capital, tecnologia e abstração, Hydra Decapita (2010) transporta-nos para um mundo fictício povoado por descendentes de escravos africanos afogados. The Radiant (2012) explora os efeitos do terramoto de Tohoku de 11 de março de 2011, que provocou um tsunami em que morreram milhares de pessoas e a fusão nuclear descontrolada de parte dos reatores da central nuclear de Fukushima Daiichi, na costa leste do Japão. I See Infinite Distance Between Any Point and Another (2012) regista a leitura pela artista e escritora Etel Adnan de um poema seu sobre a textura da linguagem, que reproduz o movimento do mar. O Otolith Group foi fundado em 2002 por Anjalika Sagar e Kodwo Eshun. Em filme, vídeo, escrita, exposições, publicações e programas públicos, o seu trabalho explora tanto futuros especulativos e ficções científicas como o papel da imagem em movimento na sociedade contemporânea. A exposição "The Otolith Group” é organizada pela Fundação de Serralves - Museu de Arte Contemporânea, em colaboração com a Fundação EDP. Curador: João Ribas Coordenação: Filipa Loureiro Esta exposição insere-se no programa Projetos Contemporâneos do Museu de Serralves. Mecenas Exclusivo do Museu
![]() Mecenas da Exposição
![]() Actividades Relacionadas
INAUGURAÇÃO
31 OUT (SEX), 22H00, ENTRADA GRATUITA
ENCONTROS, CONVERSAS E CONFERÊNCIAS
23 OUT (QUI), 18h30-20h30 | Museu da Eletricidade (Lisboa) Projeção de filme e Conferência Novas Perspetivas THE OTOLITH GROUP - KODWO ESHUN e ANJALIKA SAGAR MEDIUM EARTH HYDRA DECAPITA 01 NOV (SÁB), 18h30-20h30 | Auditório de Serralves Projeção de filme e Conferência Novas Perspetivas THE OTOLITH GROUP - KODWO ESHUN e ANJALIKA SAGAR MEDIUM EARTH (2013) 21 NOV (SEX), 19h30 | Galerias do Museu Encontro na exposição com Francisco Nunes Correia, Professor Catedrático da Universidade Técnica de Lisboa, Presidente da Parceria Portuguesa para a Água.
VISITAS GUIADAS POR MONITORES DO SERVIÇO EDUCATIVO
16 NOV (DOM), 12H00–13H00, GALERIAS DO MUSEU Por Rita Roque 28 DEZ (DOM), 12H00–13H00, GALERIAS DO MUSEU Por Rita Roque Lotação: 30 pessoas Acesso: mediante aquisição de bilhete Museu e Parque (emitido no dia)
Música | Dança | Performance
MICHAEL CLARK COMPANY DE 2016-02-29 a 2016-03-20
Celebrado como o "verdadeiro iconoclasta britânico da dança”, Michael Clark é um coreógrafo de referência e figura cultural decisiva na dança contemporânea. O convite a Michael Clark e à sua Companhia irá con...
MICHAEL CLARK COMPANY
DE 2016-02-29 a 2016-03-20
![]() Celebrado como o "verdadeiro iconoclasta britânico da dança”, Michael Clark é um coreógrafo de referência e figura cultural decisiva na dança contemporânea. O convite a Michael Clark e à sua Companhia irá concretizar-se na realização de uma Residência Artística ao longo de três semanas, fundada numa prática coreográfica diária com momentos de espectáculo abertos ao público. Inspirando-se no espaço arquitetónico e simbólico da Casa de Serralves, a Residência Artística permitirá a apresentação e a descoberta por um vasto público de uma dança de grande rigor técnico e experimentação, materializada em coreografias intensas que integrarão elementos punk, dada e pop conjugados com a moda, a música e o vídeo. Celebrar a presença de Clark e dos seus bailarinos Harry Alexander e Melissa Hetherington em Serralves determinou ainda programar masterclasses num regime intensivo, dirigidas a comunidades de bailarinos de Escolas de Ensino Artístico do Porto, proporcionando-lhes a oportunidade de contactarem com uma prática coreográfica de excepção. Considerado um bailarino invulgar na Royal Ballet School de Londres, Michael Clark permanece hoje na primeira linha da inovação na dança, colaborando – entre outros – com artistas tão importantes como a artista visual Sarah Lucas, o coreógrafo e bailarino Mikhail Baryshnikov, o artista, actor e estilista Leigh Bowery, o artista visual Peter Doig ou o cineasta e artista de vídeo Charles Atlas e músicos como Mark E. Smith, Wire, Scritti Politti e Relaxed Muscle. Michael Clark fundou a sua própria companhia em 1984. A partir daí a companhia fez digressões por todo o mundo atuando nas principais salas da Europa, da América do Norte, da Ásia e da Austrália, bem como no palco do Barbican, onde é a companhia residente desde 2005. A Michael Clark Company também apresentou dança em espaços dedicados à exibição de artes visuais como o Turbine Hall na Tate Modern, Londres, ou a Whitney Biennial de 2012, em Nova Iorque. Direcção artística: Michael Clark Bailarinos: Harry Alexander e Melissa Hetherington Michael Clark Company é uma Associada Artística do Barbican, Londres, e é suportada por fundos públicos do Arts Council England. Imagem: Michael Clark (c) Jake Walters ![]() Melissa Hetherington Melissa nasceu em Londres e iniciou a sua formação profissional como Junior Associate na Royal Ballet School. Depois de se licenciar no The London Studio Centre, em 2000, trabalhou com a JazzXchange Music and Dance Company, de Sheron Wray. Melissa entrou em 2001 para a companhia de Michael Clark, com quem trabalhou exclusivamente. Melissa dançou com Mikhail Baryshnikov em Rattle Your Jewellery, de Michael Clark, bem como noutros projetos, entre os quais duas passagens de modelos de Alexander McQueen com os fotógrafos Nick Knight e David Bailey e, mais recentemente, no vídeo de Duncan Campbel, galardoado com o Turner Prize de 2014, intitulado It for Others. Harry Alexander Harry nasceu em Londres e licenciou-se no Bird College em julho de 2010, após ter feito os seus estudos iniciais na academia de artes cénicas Italia Conti. Ingressou na Michael Clark Company em agosto do mesmo ano, atuando por toda a Europa, nos Estados Unidos, em Melbourne, no Japão e no Brasil, bem como na inauguração do Pyramid Stage no Festival de Glastonbury em 2015. Harry esteve, ainda, envolvido em sessões fotográficas para várias revistas de moda, participou no filme de Duncan Campbell vencedor do Turner Prize It for others e dançou na estreia de Savage Beauty no Victoria and Albert Museum, em Londres, ao lado de Kate Moss. Mais recentemente apareceu em McQueen the Play no Theatre Royal Haymarket. Actividades Relacionadas
APRESENTAÇÕES PÚBLICAS: 19-20 MAR, Casa de Serralves
Conceção e Direção: Michael Clark Bailarinos: Harry Alexander e Melissa Hethering Performances: Acesso: 10€ (este bilhete dá acesso ao Museu, à Casa e ao Parque) Estudantes, Maiores de 65 e Amigos de Serralves: 5€
THEASTER GATES: The Black Monastic DE 2014-09-07 a 2014-09-19
O artista plástico e músico Theaster Gates estará em retiro monástico com o seu grupo musical The Black Monks of Mississippi no Museu de Arte Contemporânea de Serralves de 7 a 19 de setembro. Será a primeira apresentação d...
THEASTER GATES: The Black Monastic
DE 2014-09-07 a 2014-09-19
![]() O artista plástico e músico Theaster Gates estará em retiro monástico com o seu grupo musical The Black Monks of Mississippi no Museu de Arte Contemporânea de Serralves de 7 a 19 de setembro. Será a primeira apresentação de obras de Gates em Portugal. Concebendo o Museu, a Casa Serralves e o Parque como um lugar de meditação e uma cosmologia da arte e da natureza, Gates desenvolverá um novo capítulo daquilo a que chamou O Monástico Negro, que responde a noções e histórias de espaço em contextos raciais e políticos diversificados. The Black Monastic estrutura-se de acordo com 19 sessões, públicas e privadas, que envolverão intervenções cénicas, sermões e leituras, exercícios com instrumentos musicais, concertos, períodos de contemplação e gravações áudio e vídeo. Algumas sessões são apenas privadas, outras farão parte de uma reflexão e investigação monástica, outras integrar-se-ão na experiência da visita do museu (sem local nem hora marcada) e outras ainda tomarão a forma de performances públicas programadas: PERFORMANCE | 13 SET 2014 (Sáb), 18h00, Ténis do Parque de Serralves THE BLACK MONASTIC THEASTER GATES and THE BLACK MONKS OF MISSISSIPPI Com MÁRIO COSTA, músico convidado Acesso: Mediante aquisição bilhete Parque CONCERTO | 15 SET 2014 (Seg), 22h00, Auditório THE BLACK MONASTIC THEASTER GATES and THE BLACK MONKS OF MISSISSIPPI Com os contrabaixistas HENRIQUE FERNANDES, RUI LEAL e ANTÓNIO AUGUSTO AGUIAR Acesso: Entrada gratuita Esta atividade insere-se no programa Projetos Contemporâneos do Museu de Serralves. Imagem: Theaster Gates, Performance na Feast com The Black Monks of Mississippi, 2012. Fotografia: Sara Pooley. Cortesia do artista ![]() Theaster Gates nasceu em Chicago em 1973, onde atualmente vive e trabalha. A obra de Gates tem sido mostrada nos principais museus e galerias de todo o mundo. Entre as suas exposições individuais recentes contam-se: "A Way of Working”, The Vera Center for Arts and Politics, Nova Iorque (2013); "My Back, My Wheel and My Will”, White Cube, São Paulo e Hong Kong (2013); "Soul Manufacturing Corporation”, Locust Projets, Miami (2012); "My Labour is My Protest”, White Cube, Londres e "”An Epitaph for Human Rights”, LA MOCA, Los Angeles (2012). Uma seleção das suas mais recentes exposições coletivas inclui Salon 94, Nova Iorque ("More Material”, 2014), Kunstmuseum Krefeld ("Living in the Material Orange”, 2014), Whitechapel Art Gallery ("The Spirit of Utopia”, 2013), Art Basel Unlimited, 2013 e Documenta 13, Kassel, Alemanha (2012). Gates realizou projetos e residências na Harvard University, Cambridge (2010), no Whitney Museum of American Art, Nova Iorque (2010), no Armory e no Smart Museum of Art, Chicago (2011). Recebeu recentemente prémios e bolsas de Creative Capital Grant, Nova Iorque (2012); Harpo Foundation, Bemos Center for Contemporary Arts, Omaha (2010); Harvard Loeb Fellowship, Graduate School of Design, Cambridge (2010); Artadia New York, International Studio and Curatorial Program residency, Nova Iorque (2010); Joyce Award, Chicago (2009); Artadia Award, Nova Iorque (2009) e Graham Foundation Architecture Award, Chicago (2009). Fundador da Rebuild Foundation, uma organização sem fins lucrativos, professor de Artes Visuais e Diretor de Artes e Vida Pública na universidade de Chicago, Theaster Gates tem vindo a desenvolver uma prática artística que integra o fabrico de objetos, performance e gestos que interrompem e desafiam as nossas noções do político e do cultural. Para Gates, questões como recuperação – de edifícios e objetos, bem como das respetivas histórias –, trabalho manual, direitos cívicos e participação cívica, estão no cerne das suas obras de escultura e performance formalmente sedutoras. Descrevendo o seu método de trabalho como "crítica através de colaboração” – com arquitetos, artistas, músicos e investigadores – Gates cria densas narrativas de comunidade e expande a nossa noção de arte baseada no visual. O projeto mais ambicioso do artista até à data é o complexo imobiliário em curso conhecido por "Projeto Dorchester”. Em finais de 2006 o artista comprou um edifício abandonado na Dorchester Avenue, na zona sul de Chicago e, com a colaboração de uma equipa de arquitetos e designers, esvaziou-o e renovou-o utilizando vários tipos de materiais encontrados. O edifício e, subsequentemente, muitos outros na sua vizinhança, tornaram-se um centro de atividade cultural, que inclui uma livraria um centro de documentação, constituindo um espaço de acontecimentos coreografados intitulados "Plate Convergences”, concertos e performances. Gates descreve o seu projeto como "arte imobiliária”, parte de um "sistema ecológico circular”, visto as renovações dos edifícios serem inteiramente financiadas pela venda de esculturas e obras de arte criadas com os materiais recuperados do seu interior. Cinema
Harry Smith: Cinema DE 2015-10-18 a 2015-11-15
Um realizador de cinema experimental pioneiro e um místico, nas décadas de 1950 e 1960 Harry Smith [1923–1991] foi também xamã, antropólogo, arqueólogo musical e um colecionador obsessivo. Smith produziu de for...
Harry Smith: Cinema
DE 2015-10-18 a 2015-11-15
![]() Um realizador de cinema experimental pioneiro e um místico, nas décadas de 1950 e 1960 Harry Smith [1923–1991] foi também xamã, antropólogo, arqueólogo musical e um colecionador obsessivo. Smith produziu de forma persistente filmes abstratos, usando a técnica de montagem stop motion e pintando à mão diretamente sobre a película. Smith desenvolveu uma ampla variedade de técnicas de animação cujo objetivo era ativar correspondências entre cor, som e movimento. Esta apresentação reúne uma variedade de filmes da extraordinária e diversificada produção de Smith, que ilustram o seu importante contributo para o cinema do pós-guerra. Curadoria: João Ribas Early Abstractions (1946–52) 16 mm, cor / 23’ Cortesia Filmmakers Cooperative, Nova Iorque "Early Abstractions” compreende seis filmes cuja duração varia entre 2 e 5 minutos e meio. As obras foram produzidas ao longo de um período de sete anos, de 1946 a 1952. Como afirmou Jonas Mekas, "Podem ver-se pelo puro gozo da cor; podem ver-se pelo movimento - nos fimes de Harry Smith o movimento não cessa; ou podem ver-se pelos significados simbólicos ocultos, sinais alquímicos.” Inspirado pelas culturas índias norte-americanas, pelo jazz, pela cabala e pelo surrealismo, Smith construiu o seu próprio universo cinemático de forma, cor, luz e tempo. "Early Abstractions” revela o lado fantasioso e místico da animação experimental. Para criar No. 2: Message From the Sun, um filme que Smith disse ter lugar "ou no interior do sol ou em Zurique, na Suíça”, o artista aplicou autocolantes redondos, amovíveis, ao material filmado, pintou a película e em seguida revestiu a superfície com vaselina. Quando os autocolantes foram retirados, os círculos ficaram marcados e foi aplicada outra camada de tinta. Assim, quando o filme é projetado, os padrões rítmicos de círculos parecem deslocar-se e aumentar de intensidade graças às várias camadas e à fusão de cores. Heaven & Earth Magic (1961) 16 mm, p/b, 66’ Cortesia Filmmakers Cooperative, Nova Iorque Segundo a descrição de Harry Smith, "A primeira parte ilustra a dor de dentes da heroína resultante da perda de uma melancia muito valiosa, o seu tratamento dentário e o seu transporte para o céu. Segue-se uma elaborada exposição da terra celestial, em termos de Israel e Montreal, e a segunda parte mostra o regresso à Terra depois de devorada por Max Muller no dia em que Eduardo VII consagrou o Grande Sistema de Esgotos de Londres”. Late Superimpositions (1964) 16 mm, cor, 31’ Cortesia Filmmakers Cooperative, Nova Iorque Harry Smith descreve assim o seu filme místico: "Fotografias do talho do Sr. Fleischman em Nova Iorque e dos índios kiowa de Anadarko, Oklahoma, são sobrepostas com material relacionado. A película é escura no princípio e no fim, clara no meio, e está estruturada em 122333221. É o que mais respeito de todos os meus filmes, de resto não foi muito popular antes de 1972. Se a excitatriz rebentar, passem a Ascensão e queda da cidade de Mahagonny de Bert Brecht." Mirror Animations (1979) 16 mm, cor, 11’ Cortesia Filmmakers Cooperative, Nova Iorque "Se, (como muitos supõem), o mundo invisível é o mundo real e o mundo dos nossos sentidos apenas os símbolos transientes do eterno invisível, e limitando-nos à bem conhecida predileção da experiência estética pelos olhos e pelos ouvidos, podemos logicamente propor que qualquer projeção de um filme é uma variante de um outro. Isto é particularmente verdadeiro em relação a Mirror Animations. Embora os estudos para este filme tenham sido realizados no início dos anos 1960, a inexistência na época de equipamento para impressão adequado, a minha incapacidade de localizar o material filmado antes de 1979 e, em particular, a falta de um público preparado para avaliar "a ética e a estética são uma só e a mesma coisa”, de Wittgenstein, à luz de que "não há forma de loucura mais perigosa do que aquela a que se chega por meios racionais”, do mais antigo Heinrich Cornelius Agrippa, tudo isso contribuiu para adiar até hoje a disponibilidade de uma cópia que é a imagem de espelho da originalmente imaginada. Espero que gostem.” Harry Smith Imagem: Fotograma de Mirror Animations, 1946-52 ©Filmmakers Cooperative, New York Actividades Relacionadas
18 OUT (dom), 12h00
Heaven & Earth Magic (1961) 16 mm, p/b, 66’ Cortesia Filmmakers Cooperative, Nova Iorque
25 OUT (dom), 12h00 - Sessão apresentada por João Ribas
Early Abstractions (1946–52) 16 mm, cor, 23’ Late Superimpositions (1964) 16 mm, cor, 31’ Mirror Animations (1979) 16 mm, cor, 11’ Cortesia Filmmakers Cooperative, Nova Iorque
01 NOV (dom), 12h00
Early Abstractions (1946–52) 16 mm, cor, 23’ Late Superimpositions (1964) 16 mm, cor, 31’ Cortesia Filmmakers Cooperative, Nova Iorque
08 NOV (dom), 12h00
Heaven & Earth Magic (1961) 16 mm, p/b, 66’ Cortesia Filmmakers Cooperative, Nova Iorque
15 NOV (dom), 12h00
Early Abstractions (1946–52) 16 mm, cor, 23’ Late Superimpositions (1964) 16 mm, cor, 31’ Cortesia Filmmakers Cooperative, Nova Iorque
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